"minha pequena, te amo muito, feliz aniversario! com amor, mamãe" Chorava abraçando meu travesseiro, lendo cartas que minha mãe tinha feito para mim em meu aniversario, olhava as fotos e sentia um buraco enorme dentro de mim, a única pessoa que me amava de verdade estava... morta. Meu pai não me dava atenção apenas viajava e me deixava com a empregada, não podia sair nem para ir pra escola, tinha aulas em casa com professores particulares, e meus únicos amigos eram meus professores e Carolina (a empregada). Mas tinha muitos amigos, em uma rede social, twitter, único lugar onde me divertia, e esquecia minha vida. Ah claro, por mais que nunca tenha conversado, ou tenha algum contato tinha meus ídolos One Direction, minha razão de ser forte todos dias.
- Moni? -ouvi batidas na porta e enxuguei minha lagrimas.
-pode entrar. Ela abriu a porta e estava trazendo uma bandeja.
-bem, vim trazer seu jantar princesa... esta tudo bem? Porque esta chorando? - Carolina sentou na beira da cama me olhou preocupada, mas logo olho umas fotos nas minhas mãos - Pare de olhar as fotos dela, eu sei que você a ama, mas não chore mais, não quero vê-la assim! disse em tom de raiva.
-É impossível! minha mãe era tao linda, porque ela se foi tão rápido?
-Deus sabe de todas as coisas, mas não se torture.
-não dá! ela levantou.
- CANSEI DE TE VER ASSIM! CHEGA! SE PASSOU 10 ANOS DESDE QUE ELA SE FOI, TEM QUE SUPERAR! deixou a bandeja, pegou as fotos da minha mão e a caixa onde guardava coisas e lembranças da minha mãe, e saiu.
ui atras dela, vi ela indo em direção a lareira, e gritei
-NÃO JOGUE NADA AI ESSAS COISAS SÃO MINHAS, ESTA PENSANDO O QUE?
-Não quero mais te ver assim, tem que superar! Ela jogou todas as fotos no fogo e gritei:
-NÃOOO! PARA NÃO JOGA! desliguei a lareira, mas já era tarde, todas as fotos estavam deformadas. Me ajoelhei e comecei a chorar, e senti uma mão em meu ombro.
-Moni, fiz isso para seu bem. a empurrei e levantei e gritei:
-NUNCA MAIS TOQUE EM NADA DA MINHA MAE, VOCÊ ESTA DEMITIDA! DEMITIDA! VOCÊ É PIOR QUE MEU PAI! corri, me tranquei no quarto e chorei abraçando o que restou das coisas da minha mãe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário